EicOSaNÒideS

          A gente já falou de muita coisa interessante no decorrer desse blog. Mas, dando uma passada pelos posts, percebi que nenhum dos nós se deu ao trabalho de falar um pouco mais sobre eicosanóides. Ta aí... Bom assunto para o post de hoje.
          Lembra daquele post em que falei sobre ácidos graxos essenciais (aliás, o post recebeu o nome de “Ácídos graxos essenciais”, super criativo!). Então... Eu disse que eles eram particularmente importantes por serem os precursores dos eicosanóides.
          Que bom! Mas, no que mesmo consistem os eicosanóides?
          Vamos do começo. É mais ou menos assim...
          Nós ingerimos ácidos graxos essenciais na forma de fosfolipídeos:
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          Esses fosfolipídios fazem parte das membranas das células. Mas, para que os ácidos graxos possam ser utilizados para a síntese de outras substâncias, eles precisam estar na forma livre. Portanto, é necessário antes hidrolisar a membrana das células. Essa hidrólise da membrana celular é realizada por fosfolipases específicas e ocorre em resposta a lesões, inflamações, hormônios ou outros estímulos específicos.
          Por ação das enzimas ciclooxigenase e lipoxigenase os ácidos graxos dão origens às prostaglandinas, aos tromboxanos e leucotrienos, também denominados eicosanóides.
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          Por exemplo, o ácido araquidônico: Ele faz parte dos fosfolipídios de membrana e sua liberação depende da ação de fosfolipases específicas (A fosfolipase A2 e a fosfolipase C, e, possivelmente, a diacilglicerolipase estão envolvidas na liberação de ácido araquidônico)
          Um grupo de enzimas presentes no retículo endoplasmático liso é responsável pela transformação do ácido araquidônico livre em PGH2 e prostaglandinas. Essas substâncias estão relacionadas à contração de músculos lisos, à dor, à febre, à fecundidade, à ovulação, dentre outras coisas.
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          Um outro grupo de enzimas, presentes nas plaquetas sanguíneas, transforma o PGH2 em tromboxanos. Essas substâncias são particularmente importantes na coagulação sanguínea.
          As prostaciclinas são produtos do ácido araquidônico através da ação da ciclooxigenase. As prostacilcinas inibem a agregação das plaquetas e desagrega as plaquetas previamente agregadas. Também inibem a adêrencia das plaquetas e neutrófilos a superfícies estranhas e ao endotélio lesado, além de serem responsáveis pela dilatação da musculatura lisa, brônquica e vascular.
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          Quando sofre reações de lipoxigenação, o ácido araquidônico dá origem aos leucotrienos. As enzimas lipoxigenages enzimas são encontradas nos leucócitos, coração, cérebro, pulmão e baço. Os leucotrienos estão relacionados à bronconstrição pulmonar, à vasoconstrição e ao aumento da permeabilidade vascular.
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          Os ácidos graxos alfa linolênico, docosahexaenoico, eicosapentaenóico e linoléico, além do ácido araquidônico, também são precursores dos eicosanóides. E, agora que vocês já sabem algumas das funções e o modo de produção dessas substâncias, vocês já conseguem imaginar qual seria o mecanismo de ação de alguns medicamentos, como por exemplo os antiinflamatórios, os antitérmicos os anticoagulantes, dentre outros. Mas, isso é assunto pra outro post.
          Até lá então.
 
 
Referências:
MARZZOCO & TORRES – Bioquímica Básica - Editora Guanabarana-Koogan, Rio de Janeiro. 1999.
http://www.fmrp.usp.br/revista/2002/vol35n2/efeito_flavonoides.pdf
http://www.unirio.br/farmacologia/aulas%20%20farmacologia/end%C3%B3crino/prostaglandina%202.pdf
http://www.fcav.unesp.br/queiroz/Prostaglandinas.pdf
www.icb.ufmg.br/biq/biq038/w3.pp

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