TraNspOrtE de LipídEOs por LiPopRoTEínaS

Estreiando 2011 no blog… \o/
Bom galera, a “ajuda” de hoje será numa explicação do Transporte de Lipídeos por Lipoproteínas [tema da minha apresentação no seminário de Bio-Bio].
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Os lipídeos são insolúveis em meio aquoso, portanto não poderiam serem transportados. Com isso, os lipídeos são transportados em agregados moleculares hidrossolúveis no meio aquoso. Esses agregados hidrossolúveis são essencialmente: lipídeos apolares + lipídeos anfipáticos + proteínas.
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Ácidos graxos são transportados ligados à albumina sérica do organismo na corrente sanguínea. Poucos Ác. Graxos são transportados por lipoproteínas na forma de ésteres de colesterol.
Os lipídeos devem ser transportados pelo sangue para os diferentes tecidos, onde serão armazenados ou utilizados.
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As lipoproteinas são agregados moleculares hidrossolúveis em meio aquoso, que tem como estrutura essencial de esfera:
- O núcleo é formado por lipídeos Apolares
- Uma camada de envolvendo e revestindo o núcleo de lipídeos Anfipáticos
- Superfície dessa camada encontram-se proteínas associadas em alguns pontos específicos
-- Essas proteínas são chamadas de Apolipoproteínas: contribuem essencialmente para a solubilização dos lipídeos e atuam primordialmente como sítios para receptores
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As lipoproteínas são classificadas de acordo com sua densidade [podem serem separadas por ultracentrifugação/eletroforese]:
--Quilomícrons
--VLDL
--IDL
--LDL
--HDL
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Cada lipoproteína tem sua composição diferente uma da outra, atente à figura abaixo:
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Relação entre as Lipoproteínas: figura abaixo
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Quilomícrons é a maior das lipoproteínas e de menor densidade. Transporta colesterol e triglicerídeos exógenos(dieta) do intestino delgado para os tecidos.
Os quilomícrons são sintetizados no Reticulo endoplasmático de células da superfície interna do intestino delgado.
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Esses quilomícrons, ricos em colesterol e triglicerídeos, ganham a linfa do mesentério no compartimento abdominal, são captadas então pelo ducto torácido que deságua entre a Veia Subclávia e a Julgular interna, ganhando, assim, o sangue [sistema circulatório] para ser transportada para os tecidos alvo.
Essencialmente, os tecidos alvo dos quilomícrons são os tecidos Adiposo e Muscular. Nos capilares sanguíneos desses tecidos, os quilimícrons sofrem a ação da Enzima Lipase Lipoproteíca.
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Essa enzima é estimulada pela presença de uma proteína existente na superfície dos quilomícrons: Apolipoproteínas C-II, que funciona como receptor da enzima.
A enzima Lipase Lipoproteíca hidrolisa os triaglicerídeos dos quilomícrons transformando-os em Ác. Graxos + Glicerol. Estes são, então, captados pelo tecido Adiposo para armazenamento após reesterificação, e pelo tecido Muscular para ser usado como fonte de energia.
Essa lipólise dos quilomícrons retirando componentes dele,transforma-os em Quilomícrons Remanescentes, ricos em colesterol, pois foram retirados triglicerideos inicialmente, portante, a % de colesterol aumenta do volume final.
Os quilomícrons remanescentes que ainda contêm colesterol são direcionados para o fígado.
Esses quilomícrons são consideradas Lipoproteínas Aterogênicas [contribuintes da formação de placas de ateromas na Aterosclerose].
Estudos recentes vem utilizando fármacos (Captoril) para a remoção de remanescentes de quilomícrons da corrente sanguínea para diminuir a incidência da formação placas de Ateromas.
VLDL
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Os Quilomícrons Remanescentes, que ainda contêm colesterol ,serão direcionados ao fígado.
O fígado sintetiza ativamente triacilgliceróis e colesterol
A VLDL é sintetizada quando há um excesso de Triacilgliceróis + Colesterol, obtidos pela Dieta + dos Quilomícrons remancentes (RQ).
VLDL leva Tracilgliceróis do Fígado para Tecidos(Adiposo/Muscular) para estoque ou obtenção energia.
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Quando circula nos tecidos extra-Hepáticos a VLDL sofre hidrólise pela Enzima Lipase Lipoproteica [mesma que atua nos quilomícrons, pois, este e as VLDL possuem a Apolipoproteínas C-II ativadora da enzima].
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Enzima Lipase Lipoproteica libera triacilgliceróis da VLDL nos tecidos alvos [mecanismo parecido dos quilomícrons]. A perda de triacilgliceróis da VLDL a transforma em outra lipoproteína: IDL.
IDL
VLDL Remanescente ou IDL no sangue são direcionadas ao fígado.
A IDL no fígado contendo ainda colesterol e triacilgliceróis participam do metabolismo de Lipídeos [explicado em partes pela Laíze Terra num post abaixo]. As IDL no sangue continuam a função das Lipoproteínas passadas: fazendo a entrega de triacilgliceróis para tecidos alvos que possuem receptores específicos para as Apolipoproteínas componentes da IDL.
Uma fração das IDL é captada pelo fígado e o restante, após outro ciclo de remoção dos triglicerídeos pelos tecidos periféricos, origina as LDL. Na coleta de colesterol pela IDL a transforma em LDL: IDL é uma precurssora da LDL.
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LDL
Lipoproteína de maior teor de colesterol na composição. A LDL é o principal veículo do colesterol no sangue.
Os tecidos que necessitam da entrega de colesterol pela LDL tem receptores para as Apolipoproteínas componentes da LDL. Os tecidos, exceto o fígado e o intestino, obtêm a maior parte do colesterol exógeno por endocitose da LDL.
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LDL leva colesterol até os tecidos, principalmente, para a formação de Membranas celulares e/ou para a síntese de Hormônios Esteróides.
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O papel da LDL é transportar colesterol do fígado para a periferia.
Na análise de pessoas com Aterosclerose, constatou-se uma maior concentração de LDL-colesterol no sangue. Ainda, nas doenças, pessoas com Diabetes apresentam altas concentrações de LDL, que predispõem à formação de placas de Ateromas.
HDL
Fazendo uma resumo rápido: a HDL é sintetizada no fígado, em maior proporção, e no intestino, em menor proporção.
clip_image034 HDL transporta colesterol da periferia para o fígado para metabolização,armazenamento e/ou excreção. Atua como o “inverso” da LDL.
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A HDL ainda atua como um reservatório de Apolipoproteínas E e C-II (ativadoras da Enzima Lipoproteínas Lipase) componentes dos dos Quilomícrons e VLDL.
O Colesterol levado até o fígado pela HDL pode ser excretado pela bile como colesterol ou convertido em sais biliares.
Bom galera, as HDL são produzidas principalmente no fígado e no intestino, e possuem alta concentração de proteínas e baixa concentração de colesterol como evidenciado nas figuras acimas de composição das Lipoproteínas. Essas recém-sintetizadas HDL são chamadas HDL-nascentes. Quando ganham a circulação sanguínea essas lipoproteínas se ligam aos tecidos extra-hepáticos que possuem receptores para suas Apolipoproteínas,  adquirindo, assim,  o colesterol excedente desses tecidos. Assim, essas HDL  passam a serem chamadas de HDL-maduras [com maior proporção de colesterol na composição]. As HDL-maduras podem serem levadas para o fígado, onde deixam o colesterol coletado dos tecidos extra-hepáticos para serem excretados na bile ou convertidos em sais biliares. Ainda, as HDL-maduras podem transferirem colesterol para outras Lipoproteínas, principalmente, VLDL e LDL para seguirem suas funções.
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Brincadeira de LDL x HDL: Sujar X Limpar
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4 comentários:

Unknown disse...

Gostei muito da explicação. Parabéns

Digitando: Veterinária disse...

Bacana!!!!!

Fabiano Castro Pelozini disse...

parabens!!!!!

Pedro Henrique disse...

Muito bom! Mas onde posso ter acesso a essa animação das imagens?

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